Pular para o conteúdo principal

sobre o que ninguém entende (e nunca poderá entender, obrigado).

Na pressa de encontrar motivos me perdi.
O Sol, a essa hora já se pondo, refletia a minha imensa falta de vontade em viver.
Balbuciei palavras, friamente. Retive nos olhos as expressões mais contidas. Enganei a todos.
Acharam que eu iria pra rua, ser aquele por quem todos lamentam, o cara que não deu certo. Mas eu tenho o dom de me reconfigurar. A singela aptidão de transformar o meu calvário em redenção, e isso sem mostrar nada, pra ninguém.
Por quê?
Porque ninguém entende. Ninguém poderia.
O meu modo de vida é sim, arcar com o mal. Sobre amá-lo, eu faço tipo.
O que eu amo é entrar numa rua, num bar, numa casa, respirar fundo e sentir o cheiro da alegria.
Ouvir acordes enquanto quase passo mal de tanta admiração.
Sentir as coisas, do jeito que eu não sentia.
O sangue correndo nas minhas veias, oxigenando o meu pobre cérebro.


"get on the turkish line
you've never written a diamond
under my door
i'm through this door..."

ouvindo Vanguart - Beloved.

Comentários

*por p. disse…
"O meu modo de vida é sim, arcar com o mal. Sobre amá-lo, eu faço tipo.
O que eu amo é entrar numa rua, num bar, numa casa, respirar fundo e sentir o cheiro da alegria."

... essa sou eu e meu modo de vida ...

perfeito. e não, ninguém entende como alguém pode viver assim, e ainda, viver.

adoro vanguart - antes que eu me esqueça.
Fabi disse…
Viver como?

Vagabundiando por ai. Eu e meus comentarios podres, mas é que nao resisti, desculpa.

=D
Anônimo disse…
"the sun shines in the son's heart"

Postagens mais visitadas deste blog

essa cidade.

essa cidade vai te conduzir pelos caminhos que irás seguir e sempre um passo atrás de ti vou caminhando a te acompanhar pé ante pé você pedala meu movimento é de te proteger sua maneira de se esquivar congela tudo em seu lugar minha agonia de me ver voltar sempre ao ponto de partida Essa Cidade.mp3

oração da noite.

noite. desconfusa noite. que nos tolera vasta, inexata. imprecisa. cubra da tua escuridão meu senso, envolva da tua confusão meu peito. prepara-nos belos encontros. jorra tua luz aos quatro cantos. que o medo humano de se azucrinar passa correndo pelos dias. que as estrelas iluminam os pensamentos gêmeos por menos sombra que eles façam agora. por ora, traga alento para que possamos perder o fôlego. nesta e noutras inúmeras vezes.
eu só queria desaparecer. me sentar num lugar onde não existisse ninguém e desaguar cada mágoa, por uns 3 dias, sem precisar fazer nada além disso. ficar longe das cobranças, dos compromissos, do movimento. na verdade, eu só queria que o tempo parasse e conservasse meu corpo assim. talvez só me bastassem alguns cigarros, ou alguns goles numa mesa cheia, como não faço há tempo. eu não sei o que eu quero...