14.4.09

sobre o que ninguém entende (e nunca poderá entender, obrigado).

Na pressa de encontrar motivos me perdi.
O Sol, a essa hora já se pondo, refletia a minha imensa falta de vontade em viver.
Balbuciei palavras, friamente. Retive nos olhos as expressões mais contidas. Enganei a todos.
Acharam que eu iria pra rua, ser aquele por quem todos lamentam, o cara que não deu certo. Mas eu tenho o dom de me reconfigurar. A singela aptidão de transformar o meu calvário em redenção, e isso sem mostrar nada, pra ninguém.
Por quê?
Porque ninguém entende. Ninguém poderia.
O meu modo de vida é sim, arcar com o mal. Sobre amá-lo, eu faço tipo.
O que eu amo é entrar numa rua, num bar, numa casa, respirar fundo e sentir o cheiro da alegria.
Ouvir acordes enquanto quase passo mal de tanta admiração.
Sentir as coisas, do jeito que eu não sentia.
O sangue correndo nas minhas veias, oxigenando o meu pobre cérebro.


"get on the turkish line
you've never written a diamond
under my door
i'm through this door..."

ouvindo Vanguart - Beloved.

3 comentários:

[P.!] disse...

"O meu modo de vida é sim, arcar com o mal. Sobre amá-lo, eu faço tipo.
O que eu amo é entrar numa rua, num bar, numa casa, respirar fundo e sentir o cheiro da alegria."

... essa sou eu e meu modo de vida ...

perfeito. e não, ninguém entende como alguém pode viver assim, e ainda, viver.

adoro vanguart - antes que eu me esqueça.

Fabi disse...

Viver como?

Vagabundiando por ai. Eu e meus comentarios podres, mas é que nao resisti, desculpa.

=D

Karla Marrocos disse...

"the sun shines in the son's heart"